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	<title>Mercado &#8211; Conexus</title>
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	<description>Consultoria em Produtos Eletrônicos</description>
	<lastBuildDate>Thu, 27 Aug 2026 11:56:09 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Crise dos laminados para PCB: por que o mercado está sob pressão e o que esperar até 2030</title>
		<link>https://conexusbr.com/crise-laminados-pcb-mercado-pressao-2030/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[conexusadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 11:56:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[PCB]]></category>
		<category><![CDATA[Supply chain]]></category>
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					<description><![CDATA[Entenda a crise dos laminados para PCB: por que preços e lead times dispararam, o que esperar até 2030 e como proteger sua cadeia de suprimentos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A escassez de laminados para PCB deixou de ser um problema pontual e passou a representar um dos maiores desafios da indústria eletrônica. Entenda como essa crise surgiu, por que os custos e os lead times dispararam e quais estratégias podem ajudar a proteger sua cadeia de suprimentos nos próximos anos.</strong></p>
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" width="739" height="415" src="https://conexusbr.com/wp-content/uploads/2026/08/crise-laminados-pcb-conexus.jpg" class="wp-image-650 wp-post-image" alt="Placa de circuito impresso (PCB) sendo manuseada com pinça" decoding="async" srcset="https://conexusbr.com/wp-content/uploads/2026/08/crise-laminados-pcb-conexus.jpg 739w, https://conexusbr.com/wp-content/uploads/2026/08/crise-laminados-pcb-conexus-300x168.jpg 300w" sizes="(max-width: 739px) 100vw, 739px" /></figure>
<p><em>Responsável pelo artigo: Cilene Paleari Faria</em></p>
<p>A demanda por inteligência artificial, a pressão sobre matérias-primas, os gargalos de capacidade e os desafios logísticos estão transformando a cadeia global de PCBs.</p>
<h2>O que é o laminado para PCB e por que ele é tão importante?</h2>
<p>O laminado, ou Copper Clad Laminate (CCL), é um dos principais materiais utilizados na fabricação de uma placa de circuito impresso.</p>
<p>Em uma PCB convencional, o material é composto essencialmente por uma estrutura de fibra de vidro e resina, revestida com folha de cobre.</p>
<p>Esse material não é apenas uma base mecânica da placa. Sua especificação influencia diretamente características como desempenho elétrico, impedância, estabilidade dimensional, resistência térmica, confiabilidade, características mecânicas, desempenho em alta frequência, perdas de sinal e capacidade de fabricação da PCB.</p>
<p>Por isso, escolher o laminado correto é uma decisão técnica e estratégica. E, quanto mais sofisticado o produto eletrônico, maior é a importância dessa escolha.</p>
<h2>A crise dos laminados não surgiu de um único fator</h2>
<p>É importante entender que a atual pressão sobre os laminados não pode ser atribuída a uma única causa. Ela é resultado da combinação de diferentes movimentos que aconteceram simultaneamente.</p>
<p>Entre os principais fatores estão:</p>
<ul>
<li>crescimento acelerado da inteligência artificial;</li>
<li>expansão dos data centers;</li>
<li>aumento da demanda por servidores e sistemas de armazenamento;</li>
<li>crescimento de aplicações de alta velocidade;</li>
<li>maior utilização de PCBs HDI e multilayer;</li>
<li>aumento da demanda por materiais de baixa perda;</li>
<li>pressão sobre cobre e folha de cobre;</li>
<li>restrições na oferta de fibra de vidro e resinas;</li>
<li>aumento dos custos logísticos;</li>
<li>tensões geopolíticas;</li>
<li>necessidade de expansão da capacidade produtiva.</li>
</ul>
<p>O resultado é uma cadeia em que a demanda cresce mais rapidamente do que a capacidade de resposta de alguns elos da indústria.</p>
<h2>A inteligência artificial mudou o jogo no mercado de PCBs</h2>
<p>O mercado global de eletrônicos alcançou aproximadamente US$ 2,81 trilhões em 2025, segundo o relatório da ICAPE, e a projeção é chegar a cerca de US$ 3,6 trilhões em 2030.</p>
<p>Dentro desse mercado, o segmento de servidores e data storage impulsionado por AI apresentou crescimento de aproximadamente 41,9% em 2025.</p>
<p>Mas existe um detalhe ainda mais importante: a inteligência artificial não está simplesmente aumentando a quantidade de PCBs produzidas. Ela está aumentando a demanda por PCBs mais complexas e de maior valor agregado.</p>
<p>Essas aplicações exigem cada vez mais um maior número de camadas, HDI, sequential lamination, materiais low-loss, materiais ultra-low-loss, alta densidade, alta velocidade, interconexões de alta performance e controle mais rigoroso de impedância.</p>
<p>O relatório da ICAPE destaca justamente essa mudança: o crescimento da indústria está sendo cada vez mais impulsionado pelo valor por placa, e não apenas pelo número de unidades produzidas.</p>
<h2>Quais materiais para PCB estão sendo pressionados?</h2>
<p>A pressão sobre o mercado não está concentrada em um único insumo. Alguns dos principais materiais utilizados na fabricação de laminados e PCBs também vêm enfrentando restrições de oferta e aumento de demanda.</p>
<h3>Fibra de vidro</h3>
<p>A fibra de vidro fornece estrutura mecânica ao laminado. A demanda por fibras e tecidos de vidro específicos também aumenta à medida que crescem as aplicações de alta velocidade e alta performance.</p>
<h3>Resinas</h3>
<p>A resina é fundamental para a estrutura do laminado. Aplicações convencionais utilizam principalmente sistemas baseados em resina epóxi, enquanto aplicações de maior desempenho podem exigir sistemas de resinas mais sofisticados.</p>
<h3>Folha de cobre</h3>
<p>A folha de cobre é responsável pela formação das camadas condutivas da PCB. O aumento da demanda por eletrônica de alta performance também aumenta a pressão sobre sua disponibilidade e preço.</p>
<h2>O aumento de custos dos laminados já é significativo</h2>
<p>Os números disponíveis até julho de 2026 mostram que não estamos diante de uma pequena oscilação.</p>
<p>Segundo o relatório da ICAPE, o preço do laminado apresentou aumento de 63,2% entre janeiro de 2025 e julho de 2026.</p>
<p>Além disso, o relatório apresenta aumento de aproximadamente 53% no preço do estanho em relação ao ano anterior, outro material importante para a cadeia eletrônica.</p>
<p>É importante fazer uma distinção: um aumento de 63,2% no preço do laminado não significa que todas as PCBs ficaram 63,2% mais caras.</p>
<p>O preço final de uma PCB depende de número de camadas, área, espessura, cobre, acabamento superficial, quantidade de furos, tecnologia, volume, complexidade, utilização da fábrica, mão de obra, logística, câmbio e especificação do material.</p>
<p>Portanto, o aumento do laminado é um dos componentes da pressão de custo, e não uma equivalência direta com o preço final da placa.</p>
<h2>O lead time talvez seja o maior problema</h2>
<p>Se o aumento de preço chama atenção, o comportamento dos prazos é ainda mais preocupante.</p>
<p>O relatório da ICAPE mostra que o lead time médio do laminado passou de 7,14 dias em junho de 2025 para 47,14 dias em junho de 2026.</p>
<p>Entre junho de 2025 e junho de 2026, isso representa aproximadamente 560% de aumento.</p>
<p>Entre Q1 e Q2 de 2026, o salto foi de 8,9 dias para 32,1 dias, ou aproximadamente 261%.</p>
<p>O próprio relatório alerta que os lead times poderiam continuar aumentando ou permanecer em níveis elevados durante o terceiro trimestre de 2026.</p>
<p>Esse dado muda completamente a lógica de planejamento.</p>
<p>Uma empresa pode ter capacidade de montagem, mão de obra e pedidos em carteira, mas ainda assim não conseguir iniciar a produção porque o material da PCB não está disponível.</p>
<h2>O problema já ultrapassou o laminado</h2>
<p>Outro ponto importante observado pela ICAPE em julho de 2026 é que a pressão sobre a cadeia eletrônica também chegou aos componentes.</p>
<p>A empresa alerta para dificuldades envolvendo MLCCs, resistores, capacitores de tântalo e outros componentes eletrônicos.</p>
<p>Em alguns casos, fabricantes passaram a restringir novos pedidos, trabalhar com allocation e exigir reconfirmação de preços antes da compra.</p>
<p>A validade das cotações também diminuiu significativamente, chegando em alguns casos a apenas 48 horas, enquanto determinados componentes já apresentam lead times que avançam para 2027.</p>
<p>Isso mostra que estamos diante de um problema maior: não é apenas uma crise de PCB; é uma crise de supply chain eletrônico.</p>
<h2>Por que a capacidade produtiva é um ponto crítico?</h2>
<p>Uma das dificuldades para resolver rapidamente esse problema é que capacidade produtiva não pode ser criada da noite para o dia.</p>
<p>Novas linhas e fábricas exigem investimento, equipamentos, construção, qualificação de processo, desenvolvimento de materiais, homologação, certificações, aprovação dos clientes e ramp-up produtivo.</p>
<p>Além disso, o crescimento da demanda por AI está direcionando investimentos para materiais e tecnologias de maior desempenho.</p>
<p>Isso significa que, mesmo quando novas capacidades forem anunciadas, pode levar anos até que elas estejam plenamente disponíveis no mercado.</p>
<h2>2027: o mercado de PCBs deve continuar pressionado</h2>
<p>É importante separar o que já é dado observado daquilo que é projeção.</p>
<p>Os dados disponíveis indicam que a pressão não deve desaparecer rapidamente.</p>
<p>A demanda por infraestrutura de AI, data centers, networking e eletrônica de alta performance continua sendo um importante vetor de crescimento.</p>
<p>Isso significa que 2027 tende a continuar exigindo planejamento antecipado, forecast, reserva de capacidade, fornecedores alternativos, qualificação de materiais, maior controle de estoque e engenharia de alternativas.</p>
<p>A tendência não é necessariamente de uma crise permanente.</p>
<p>O mais provável é uma reconfiguração gradual da cadeia, à medida que novos investimentos em capacidade sejam concluídos.</p>
<h2>2028 pode trazer maior equilíbrio ao mercado</h2>
<p>A expansão da capacidade produtiva será fundamental para que o mercado encontre um novo equilíbrio.</p>
<p>Porém, existe um intervalo entre anunciar investimentos e efetivamente colocar capacidade adicional no mercado.</p>
<p>Alguns projetos de expansão de CCL citados pela TrendForce têm produção relevante prevista somente para 2028.</p>
<p>Isso significa que os próximos anos provavelmente serão marcados por uma transição:</p>
<ul>
<li><strong>2026:</strong> forte pressão.</li>
<li><strong>2027:</strong> adaptação e expansão.</li>
<li><strong>2028 em diante:</strong> entrada gradual de novas capacidades.</li>
</ul>
<p>Naturalmente, o equilíbrio dependerá também do comportamento da demanda, especialmente dos investimentos globais em AI e data centers.</p>
<h2>E o mercado global de PCB até 2030?</h2>
<p>Apesar dos desafios atuais, existe uma informação positiva: o mercado global de PCB continua crescendo.</p>
<p>O relatório da ICAPE estima um mercado global de PCB de US$ 96 bilhões em 2026 e projeção de US$ 123 bilhões em 2030, com CAGR de 7,7% entre 2025 e 2030.</p>
<p>Portanto, a questão não é se a indústria eletrônica continuará crescendo.</p>
<p>A questão é como a cadeia produtiva conseguirá acompanhar esse crescimento.</p>
<h2>O novo desafio: não basta comprar mais barato</h2>
<p>Em um mercado estável, comparar fornecedores principalmente por preço pode funcionar.</p>
<p>Em um mercado de escassez, essa estratégia pode aumentar o risco.</p>
<p>Uma diferença muito grande de preço deve levar a uma investigação mais profunda.</p>
<p>É importante entender:</p>
<ul>
<li>qual é a origem do laminado;</li>
<li>quem é o fabricante;</li>
<li>qual é a grade utilizada;</li>
<li>qual é a data de fabricação;</li>
<li>qual é o lote;</li>
<li>como o material foi armazenado;</li>
<li>quais certificações possui;</li>
<li>qual é a rastreabilidade.</li>
</ul>
<p>Uma PCB mais barata não é necessariamente uma PCB pior.</p>
<p>Mas uma PCB significativamente mais barata, sem uma explicação técnica e comercial consistente, merece atenção.</p>
<h2>A homologação de fornecedores de PCB também precisa mudar</h2>
<p>É necessário avaliar não apenas a capacidade de fabricar a placa, mas também a cadeia de materiais.</p>
<h3>Sobre o laminado</h3>
<p>Fabricante, origem, grade, datasheet, lote, data de fabricação, certificação e rastreabilidade.</p>
<h3>Sobre a fabricação</h3>
<p>Capacidade, tecnologias, certificações, experiência e quais processos são internos ou terceirizados.</p>
<h3>Sobre o projeto</h3>
<p>Atendimento ao stack-up, constante dielétrica, perda dielétrica, CTE e desempenho térmico.</p>
<h3>Sobre o futuro</h3>
<p>Fornecedor alternativo, capacidade reservada, estoque, lead time real e possibilidade de alteração de preço.</p>
<h2>O que as empresas podem fazer agora?</h2>
<h3>1. Planejar antes</h3>
<p>Quanto maior a previsibilidade da demanda, maior a possibilidade de reservar materiais e capacidade.</p>
<h3>2. Compartilhar forecast</h3>
<p>Forecast deixou de ser apenas uma ferramenta de planejamento comercial e passou a ser uma ferramenta de segurança de supply chain.</p>
<h3>3. Antecipar compras críticas</h3>
<p>Quando um material apresenta risco elevado, esperar a necessidade aparecer pode significar esperar também pelo problema.</p>
<h3>4. Trabalhar alternativas técnicas</h3>
<p>Uma BOM mais flexível pode reduzir significativamente o risco de single sourcing.</p>
<h3>5. Avaliar estoque estratégico</h3>
<p>Para produtos recorrentes, programas de estoque podem ajudar a estabilizar disponibilidade e custo.</p>
<h3>6. Diversificar fornecedores</h3>
<p>Ter mais de uma fonte qualificada pode ser decisivo em momentos de allocation.</p>
<h2>Supply Chain passa a fazer parte da engenharia</h2>
<p>Talvez essa seja a principal lição da crise dos laminados.</p>
<p>Durante muito tempo, a escolha do material foi tratada principalmente como uma decisão de engenharia: “Qual material atende à especificação?”</p>
<p>Hoje precisamos acrescentar outra pergunta: “Qual material atende à especificação e estará disponível quando precisarmos produzir?”</p>
<p>Essa mudança aproxima Engenharia, Compras, Supply Chain, Qualidade, PCP e Fabricante.</p>
<p>O desenvolvimento do produto precisa considerar não apenas desempenho e custo, mas também disponibilidade e risco de fornecimento.</p>
<h2>E onde entra a Conexus?</h2>
<p>A Conexus Consultoria em Produtos Eletrônicos entende que pode contribuir justamente nesse cenário.</p>
<p>A Conexus não quer ser apenas mais um elo comercial entre cliente e fornecedor.</p>
<p>A proposta é ajudar o cliente a tomar decisões melhores em um cenário de maior incerteza.</p>
<p>Isso significa olhar para o projeto de forma mais ampla: engenharia, sourcing, supply chain, materiais, custos, homologação e planejamento.</p>
<ul>
<li><strong>Engenharia:</strong> avaliar especificações, tecnologias e possíveis alternativas.</li>
<li><strong>Sourcing:</strong> buscar fornecedores e fontes qualificadas.</li>
<li><strong>Supply Chain:</strong> avaliar disponibilidade, lead times, capacidade e riscos futuros.</li>
<li><strong>Materiais:</strong> analisar alternativas de laminados e componentes quando tecnicamente possível.</li>
<li><strong>Custos:</strong> entender o que realmente está provocando uma alteração de preço.</li>
<li><strong>Homologação:</strong> apoiar o processo de avaliação de novos fabricantes e fornecedores.</li>
<li><strong>Planejamento:</strong> ajudar o cliente a antecipar necessidades e reduzir exposição a shortages.</li>
</ul>
<h2>Não espere a falta acontecer</h2>
<p>Um dos maiores riscos neste momento é agir somente quando o problema já chegou à produção.</p>
<p>Quando um componente entra em allocation, quando o laminado deixa de estar disponível ou quando o lead time dobra, as opções diminuem e o poder de negociação também.</p>
<p>Por isso, a melhor estratégia é trabalhar antes da crise chegar à OP.</p>
<p>Isso pode significar:</p>
<ul>
<li>revisar a BOM;</li>
<li>mapear componentes críticos;</li>
<li>identificar single sources;</li>
<li>avaliar laminados alternativos;</li>
<li>homologar fornecedores secundários;</li>
<li>trabalhar forecast;</li>
<li>reservar materiais;</li>
<li>revisar estoques;</li>
<li>acompanhar lead times.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A crise dos laminados não é apenas uma questão de aumento de preço. Ela representa uma transformação importante na cadeia global de fornecimento de produtos eletrônicos.</p>
<p>A expansão da inteligência artificial e dos data centers está aumentando a demanda por PCBs mais complexas e por materiais de maior desempenho.</p>
<p>Ao mesmo tempo, cobre, folha de cobre, fibra de vidro, resinas e outros insumos estão enfrentando diferentes níveis de pressão.</p>
<p>Os números até julho de 2026 mostram a dimensão desse movimento:</p>
<ul>
<li><strong>+63,2% no preço do laminado desde janeiro de 2025;</strong></li>
<li><strong>+560% no lead time do laminado em relação a junho de 2025;</strong></li>
<li><strong>+261% no lead time entre Q1 e Q2 de 2026.</strong></li>
</ul>
<p>E o mercado ainda está crescendo.</p>
<p>A projeção da ICAPE aponta para um mercado global de PCB de aproximadamente US$ 123 bilhões em 2030.</p>
<p>Para as empresas que dependem de produtos eletrônicos, uma conclusão começa a ficar clara: em um mercado de maior volatilidade, supply chain não pode mais ser tratado apenas como uma questão de compras. Ele precisa fazer parte da estratégia do produto desde o início do projeto.</p>
<p>A Conexus Consultoria em Produtos Eletrônicos quer estar ao lado das empresas nesse processo, ajudando a transformar um cenário de incerteza em informação, planejamento e decisões mais seguras.</p>
<p>Porque, em tempos de escassez, não basta encontrar um fornecedor. É preciso entender o risco, antecipar movimentos e construir uma cadeia de fornecimento preparada para o futuro.</p>
<h2>Os principais números da crise até julho de 2026</h2>
<figure class="wp-block-table">
<table>
<thead>
<tr>
<th>Indicador</th>
<th>Variação / referência</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Preço do laminado — Jan/25 a Jul/26</td>
<td><strong>+63,2%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>Lead time do laminado — Jun/25 a Jun/26</td>
<td><strong>+560%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>Lead time — Q1/26 a Q2/26</td>
<td><strong>+261%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>Mercado global de PCB — 2026</td>
<td><strong>US$ 96 bilhões</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>Mercado global de PCB — 2030</td>
<td><strong>US$ 123 bilhões</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>CAGR PCB — 2025–2030</td>
<td><strong>7,7%</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</figure>
<h2>Fontes e observações</h2>
<p>Dados de mercado, preços de laminado, lead times e projeções: ICAPE — Global PCB Report – Industry Insights Q2 2026.</p>
<p>Informações sobre supply chain eletrônico, componentes e recomendações: ICAPE — Electronics Supply Chain Update &amp; Recommendations, julho de 2026.</p>
<p>Informações complementares de mercado utilizadas na versão editorial: fontes públicas de mercado, quando explicitamente indicadas no texto.</p>
<p>Os percentuais apresentados devem ser interpretados de acordo com o indicador e período de referência. O aumento do preço do laminado não equivale automaticamente ao mesmo aumento no preço final de uma PCB.</p>
<h2>Sobre a autora</h2>
<p>Cilene Paleari Faria é gestora e consultora na Conexus Consultoria em Produtos Eletrônicos, com mais de 28 anos de experiência na indústria eletrônica e atuação em gestão comercial, processos, qualidade e desenvolvimento de negócios.</p>
<p>Na Conexus, atua no diagnóstico das necessidades dos clientes, estruturação de conexões técnicas, alinhamento entre expectativa e viabilidade e condução estratégica dos projetos.</p>
<p><strong>CONEXUS — Conectando empresas, entregando soluções.</strong> Consultoria Técnica em Produtos Eletrônicos.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O futuro da manufatura eletrônica no Brasil</title>
		<link>https://conexusbr.com/futuro-manufatura-eletronica-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[conexusadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://conexusbr.com/futuro-manufatura-eletronica-brasil/</guid>

					<description><![CDATA[Tendências e oportunidades para o futuro da manufatura eletrônica no Brasil, do ponto de vista de quem atua no setor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Tendências e oportunidades para o futuro da manufatura eletrônica no Brasil, do ponto de vista de quem atua no setor.</strong></p>
<figure class="wp-block-image size-large"><img width="1024" height="502" src="https://conexusbr.com/wp-content/uploads/2026/07/blog-futuro-manufatura-eletronica-brasil-1024x502.jpg" class="wp-image-413 wp-post-image" alt="O futuro da manufatura eletrônica no Brasil" decoding="async" srcset="https://conexusbr.com/wp-content/uploads/2026/07/blog-futuro-manufatura-eletronica-brasil-1024x502.jpg 1024w, https://conexusbr.com/wp-content/uploads/2026/07/blog-futuro-manufatura-eletronica-brasil-300x147.jpg 300w, https://conexusbr.com/wp-content/uploads/2026/07/blog-futuro-manufatura-eletronica-brasil-768x377.jpg 768w, https://conexusbr.com/wp-content/uploads/2026/07/blog-futuro-manufatura-eletronica-brasil.jpg 1376w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
<h2>Um setor em transformação</h2>
<p>A manufatura eletrônica brasileira vem passando por transformações impulsionadas por novas exigências regulatórias, pressão por eficiência de custos e o amadurecimento de uma rede local de fornecedores e prestadores de serviços de engenharia.</p>
<h2>Tendências que devem moldar os próximos anos</h2>
<h3>Maior busca por nacionalização de processos</h3>
<p>Empresas que antes dependiam quase exclusivamente de fornecedores asiáticos vêm avaliando alternativas nacionais e regionais, buscando reduzir riscos de cadeia de suprimentos longa e pouco flexível.</p>
<h3>Aproximação de padrões internacionais de conformidade</h3>
<p>Regulamentações como a RoHS brasileira aproximam o mercado nacional de padrões já praticados internacionalmente, o que tende a facilitar parcerias e exportação para fabricantes que já se adequarem cedo.</p>
<h3>Crescimento de startups de hardware</h3>
<p>O ecossistema de startups de hardware no Brasil vem amadurecendo, ampliando a demanda por consultoria especializada em desenvolvimento e industrialização de produtos eletrônicos desde os estágios iniciais.</p>
<h2>O papel de consultorias especializadas nesse cenário</h2>
<p>Nesse contexto, consultorias como a Conexus cumprem um papel relevante: conectar empresas brasileiras — de startups a fabricantes estabelecidos — a redes de parceiros técnicos que reduzem o tempo e o risco de amadurecer produtos eletrônicos até a produção em escala.</p>
<h2>Perguntas Frequentes</h2>
<h3>O Brasil tem capacidade de fabricação de PCB competitiva?</h3>
<p>Sim, embora a competitividade varie por volume, tecnologia e prazo. Muitas empresas combinam fabricação nacional com parceiros internacionais conforme a necessidade do projeto.</p>
<h3>Startups de hardware devem fabricar no Brasil ou no exterior?</h3>
<p>Depende do volume, orçamento e prazo do projeto. Uma consultoria técnica ajuda a avaliar qual opção reduz mais risco em cada caso específico.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>RoHS, REACH e o Acordo Mercosul–União Europeia</title>
		<link>https://conexusbr.com/rohs-reach-mercosul-ue/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[conexusadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://conexusbr.com/rohs-reach-mercosul-ue/</guid>

					<description><![CDATA[Entenda os impactos regulatórios do acordo Mercosul-União Europeia sobre RoHS e REACH para a indústria eletrônica brasileira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Entenda os impactos regulatórios do acordo Mercosul-União Europeia sobre RoHS e REACH para a indústria eletrônica brasileira.</strong></p>
<figure class="wp-block-image size-large"><img width="1020" height="500" src="https://conexusbr.com/wp-content/uploads/2026/07/blog-rohs-reach-mercosul-ue.jpg" class="wp-image-411 wp-post-image" alt="RoHS, REACH e o Acordo Mercosul–União Europeia" decoding="async" srcset="https://conexusbr.com/wp-content/uploads/2026/07/blog-rohs-reach-mercosul-ue.jpg 1020w, https://conexusbr.com/wp-content/uploads/2026/07/blog-rohs-reach-mercosul-ue-300x147.jpg 300w, https://conexusbr.com/wp-content/uploads/2026/07/blog-rohs-reach-mercosul-ue-768x376.jpg 768w" sizes="(max-width: 1020px) 100vw, 1020px" /></figure>
<h2>Duas regulamentações, um objetivo comum</h2>
<p>RoHS restringe substâncias perigosas em equipamentos eletroeletrônicos, enquanto REACH (Registration, Evaluation, Authorisation and Restriction of Chemicals) regula o registro e uso seguro de substâncias químicas de forma mais ampla, incluindo materiais usados na fabricação de componentes eletrônicos.</p>
<p>Juntas, essas regulamentações europeias vêm moldando padrões globais de conformidade ambiental para a indústria eletrônica — inclusive para fabricantes fora da União Europeia que desejam exportar para o bloco.</p>
<h2>O que o acordo Mercosul–União Europeia representa</h2>
<p>O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia tende a aumentar o intercâmbio comercial entre as regiões, o que também eleva a relevância de conformidade com padrões como RoHS e REACH para empresas brasileiras que desejam acessar o mercado europeu.</p>
<h2>Impactos práticos para fabricantes brasileiros</h2>
<h3>Maior exigência de conformidade de fornecedores</h3>
<p>Empresas que pretendem exportar ou fornecer para cadeias globais precisam garantir que seus componentes e processos estejam alinhados a essas regulamentações — o que reforça a importância de fornecedores que já operam com esse padrão.</p>
<h3>Oportunidade de diferenciação competitiva</h3>
<p>Fabricantes brasileiros que já atendem RoHS e REACH — mesmo sem obrigatoriedade formal completa no Brasil — tendem a estar mais preparados para aproveitar oportunidades comerciais decorrentes do acordo.</p>
<h2>Como a Conexus apoia esse processo</h2>
<p>Ao conectar clientes a uma rede de parceiros internacionais, como a ICAPE e a Luz Sourcing, a Conexus ajuda empresas brasileiras a acessar fornecedores e processos já alinhados a padrões internacionais de conformidade.</p>
<h2>Perguntas Frequentes</h2>
<h3>REACH se aplica a componentes eletrônicos?</h3>
<p>Sim. O REACH regula substâncias químicas presentes em diversos materiais, incluindo os utilizados na fabricação de componentes e placas eletrônicas.</p>
<h3>Minha empresa precisa atender RoHS e REACH para vender no Brasil?</h3>
<p>A exigência formal depende da regulamentação nacional vigente, mas empresas com ambição de exportação devem considerar essas normas desde já.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>RoHS Brasileira é aprovada pelo CONAMA: o que muda para a indústria de equipamentos eletroeletrônicos?</title>
		<link>https://conexusbr.com/rohs-brasileira-conama/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[conexusadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://conexusbr.com/rohs-brasileira-conama/</guid>

					<description><![CDATA[Entenda o que a aprovação da RoHS brasileira pelo CONAMA significa para fabricantes de produtos eletroeletrônicos no Brasil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Entenda o que a aprovação da RoHS brasileira pelo CONAMA significa para fabricantes de produtos eletroeletrônicos no Brasil.</strong></p>
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1024" height="576" src="https://conexusbr.com/wp-content/uploads/2026/07/blog-rohs-brasileira-conama-1024x576.jpg" class="wp-image-408 wp-post-image" alt="RoHS Brasileira é aprovada pelo CONAMA: o que muda para a indústria de equipamentos eletroeletrônicos?" decoding="async" srcset="https://conexusbr.com/wp-content/uploads/2026/07/blog-rohs-brasileira-conama-1024x576.jpg 1024w, https://conexusbr.com/wp-content/uploads/2026/07/blog-rohs-brasileira-conama-300x169.jpg 300w, https://conexusbr.com/wp-content/uploads/2026/07/blog-rohs-brasileira-conama-768x432.jpg 768w, https://conexusbr.com/wp-content/uploads/2026/07/blog-rohs-brasileira-conama-1536x864.jpg 1536w, https://conexusbr.com/wp-content/uploads/2026/07/blog-rohs-brasileira-conama.jpg 1800w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
<h2>O que é a RoHS</h2>
<p>RoHS (Restriction of Hazardous Substances) é uma diretiva que restringe o uso de determinadas substâncias perigosas — como chumbo, mercúrio e certos retardantes de chama — na fabricação de equipamentos eletroeletrônicos. Criada originalmente na União Europeia, a RoHS se tornou referência internacional para regulamentação ambiental do setor eletrônico.</p>
<h2>O que muda com a aprovação pelo CONAMA</h2>
<p>A aprovação de uma versão brasileira da RoHS pelo CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) representa um marco regulatório para a indústria nacional de eletroeletrônicos. Na prática, fabricantes que atuam no Brasil passam a ter um referencial nacional formal para restrição de substâncias perigosas, aproximando o mercado brasileiro dos padrões já praticados na Europa.</p>
<p>Isso tem impacto direto sobre a escolha de componentes, processos de soldagem e até sobre a documentação exigida de fornecedores — que precisarão comprovar conformidade das peças fornecidas.</p>
<h2>Como as empresas devem se preparar</h2>
<h3>Revisão da lista de materiais (BOM)</h3>
<p>É importante revisar componentes e materiais utilizados na fabricação, identificando substâncias restritas e avaliando a necessidade de substituição por alternativas em conformidade.</p>
<h3>Exigência de documentação dos fornecedores</h3>
<p>Fabricantes e fornecedores de componentes devem ser capazes de comprovar conformidade RoHS de suas peças — um critério que passa a ser cada vez mais relevante na seleção de parceiros de supply chain.</p>
<h2>Por que isso é uma oportunidade, não apenas uma obrigação</h2>
<p>Empresas que já se adequam a padrões internacionais de conformidade ambiental tendem a ter mais facilidade para exportar e para fechar parcerias com clientes internacionais que já exigem RoHS como pré-requisito. Antecipar-se à regulamentação brasileira pode se tornar um diferencial competitivo.</p>
<h2>Perguntas Frequentes</h2>
<h3>A RoHS brasileira é igual à europeia?</h3>
<p>A RoHS brasileira se baseia nos mesmos princípios da diretiva europeia, mas é importante acompanhar a regulamentação nacional específica publicada pelo CONAMA para os detalhes de aplicação no Brasil.</p>
<h3>Minha empresa precisa se adequar imediatamente?</h3>
<p>Os prazos de adequação seguem o cronograma definido na regulamentação. De qualquer forma, iniciar a revisão de componentes e fornecedores desde já reduz riscos futuros.</p>
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